No Entardecer - Capítulo 13 (A Festa)

Um conto erótico de Kimi
Categoria: Homossexual
Data: 07/10/2019 22:19:45
Última revisão: 08/10/2019 10:03:54
Nota 10.00

Galeraaa, eu ia postar dois capítulos mas resolvi juntá-los em um só, por isso esse está "grandinho"

Bjosss

Kimi

_______________

[12h30, Felipe]

Sabadão, sol maltratando os cidadãos e eu só curtindo minhas horas a mais de sono no belo fim de semana que eu estava doido pra chegar logo. Na noite anterior, eu e Carlos terminamos de fazer meu site, finalmente! Meu semestre está salvo e eu mais radiante com certeza. Eduardo não me respondia de jeito nenhum, não tinha qualquer sinal desde quinta. Com tanto que não estivesse com uma crise de ciúmes, pra mim está tudo bem.

Natália ficou me ligando a manhã toda, e estava me irritando tanto que não consegui mais ignorar, dessa vez eu tive que atender e me preparar pra receber bronca.

— Felipe! — gritou quase me deixando surdo no telefone — Eu vou te matar garoto! Tô com a Amanda aqui te esperando pra comprar as coisas da festa e você não me atende, não manda uma mensagem!

— Eu...

— Cala a boca! Vem logo e sai dessa cama, eu tenho certeza que você está deitado — e você acertou Natália — Vem logo!

Ela desligou na minha cara e eu tive que puxar as forças de dentro de mim para conseguir levantar naquela manhã gostosa e agradável e depois sair de casa. Antes de me arrumar, eu tentei novamente ligar para Eduardo, mas sem retorno, de novo. Confesso que eu comecei a ficar um pouco preocupado, porém eu confiava tanto no Eduardo que eu nem temi que algo de ruim tinha acontecido.

Fiquei minutos e minutos escolhendo a roupa que eu ia usar para sair de casa porque ultimamente eu tenho tido estilo muito reprovável, está dando até vergonha de sair na rua. O que que tá acontecendo comigo hein? O tempo me deixou menos estiloso ou é só coisa da vida? Sei lá, tanto faz.

Meus irmãos estavam jogando videogame na sala. Júnior, Laura e Tiago são as crianças mais irritantes do mundo mas são meus irmãos, então ainda tinha uma certa responsabilidade obrigatória sobre minhas costas. Fui todo calmo e humilde conversar com eles.

— Eu vou sair, obedeçam à Dona Clotilde, escutaram? — eu estava procurando minha chave de casa e não achava em lugar nenhum

— Eu também vou sair — disse Júnior

— Não, você não vai — eu dei risada mas deixei claro que não era pra sair de casa

— Vou sim! Vou pra casa do Alex!

— Perguntou pra mamãe?

— Não, mas

— Então você não vai, uaaaaau! — respondi debochando

— Você não manda em mim!

— Então sai! Vai lá pra casa do Alex, simples, mas depois quem vai se lascar depois é você, só você!

Ele ficou quieto e finalmente achei minha chave. Saí sem dar tchau e sem me dar ao trabalho de ter um pingo de preocupação, esses pirralhos já tem muita mimosidade, estou tranquilo e não vou deixar estragarem meu dia.

Eu peguei minha famosa bicicleta e fui pra casa da Natália no maior pique. Meus cabelos loiros eram arrastados pelo vento, essa sensação me dava tanta leveza que eu gostaria de andar de bicicleta todos os dias, pena que o sedentarismo e a faculdade não deixam. Nem se eu pudesse eu iria, sei disso, ainda mais com carona todo dia...

A casa da Natália era bem aquelas de riquinho mesmo, mas o jeito dela era tão do povão como qualquer um. Como já experienciei, a forma que ela lida com as pessoas é meio insensível mas é a pessoa mais fácil de se machucar com qualquer coisa que eu conheço.

Ela estava na porta com a nossa amiga de sala, Amanda, batendo os pés no chão, com a cara mais irritada que você pode imaginar. Cheguei na malandragem pra fingir que não tinha nada a ver com nada, mas ela conseguiu me dar um beliscão no braço. Cara! Como doeu isso. Larguei a bicicleta e dei um grito.

— Seu descarado! — continuou me batendo forte ainda por cima. Eu só conseguia me encolher pra tentar diminuir a dor.

— Aí Natalia!

— Aí Natalia nada seu cachorro, sem vergonha!

— Para de me bater, filha da puta!

— Não paro não!

Me deu um tapão nas costas e depois parou com aquela agressão física.

— Eu e Amanda te esperando desde às 10 HORAS! — gritou — Toma vergonha nessa sua cara!

— Tabom! Vamo logo antes que eu desista! — respondi — E aliás, Oi Amanda, desculpa, essa louca não parava de me bater!

Ela deu um sorriso tímido:— Tá tudo bem, vamos?

— Vamos — respondemos ao mesmo tempo, um com um tom de puto e a outra com um tom de revolta misturada com fúria. Mas tudo bem, a gente se entende depois de um tempo. Natália era tudo menos uma boa motorista, ninguém merece, toda ver que ela dirige o carro é uma prova de sobrevivência. Um verdadeiro terror sobre rodas. E o dia só estava começando....

[15h21, Eduardo]

Eu estava deitado ainda. Nem sabia que horas eram. Desde que cheguei da viagem eu só soube deitar e dormir. Mas eu tenho que dizer, Letícia é a pessoa da minha vida. A casa estava tão suja e bagunçada quando chegamos e mesmo assim ela conseguiu dar um jeitão na casa abandonada da dona Elizabete. A barriga dela estava crescendo e eu estava desesperado achando que aquele esforço todo podia prejudicar mas ela tinha me garantido que estava tudo certo. A melhor coisa foi ela ter pego a licença de 9 meses, mais que merecida, até porque em toda sua vida nunca tinha tirado férias. Meu coração se alegra demais por poder ter vindo junto com alguém, e que esse alguém era ela.

Tomei meu pouco fôlego pra poder levantar da cama e sair em busca da casa do Felipe. Afinal não conhecia nada da cidade. Sempre vivi em MG e só conheço os estados porque viajei pra cacete quando era adolescente. Mas não faz de mim um conhecedor completo da vida na cidade. Então fui arrumar minhas coisas primeiro porque organização é tudo na minha vida. Tirei o pó do guarda-roupa, se bem que não tinha nada lá, a Letícia já tinha limpado absolutamente tudo. Porém meu perfeccionismo é o que conta...

Pra ser bem franco, eu tinha muito dinheiro na minha conta mas nunca usei um centavo porque odiava pensar que eu tinha uma fortuna de uma família que nem se importava comigo. Pensei muito antes de usar essa grana e cheguei à conclusão: esse dinheiro não vale de nada pra mim, se eu usasse bem ou não, continuaria a ser dos mesmos merdas que me deram então, foda-se!

Fui até uma concessionária e comprei um baita de um carrão pra ficar perambulando pela cidade atrás da casa do Felipe. Eu sabia que ele morava em Osasco (que é exatamente onde estou) só não sabia aonde. Uma vez estávamos deitados no gramado da fazenda e ele me mostrava a casa, só sei que ficaram algumas ideias na mente sobre qual era aquela casa. Não respondi nenhuma mensagemaa desde que acordei nem visualizei porque eu queria meio que aparecer de surpresa, já que ele sempre fazia esse tipo de coisa pra mim, achei que iria gostar também.

Voltei pra casa e Letícia ficou de boca aberta quando me viu entrando com aquele carro.

— Eduardo! — o espanto era claro no rosto dela — Que carrão!

— Gostou?! — perguntei dando uma risadinha de ostentação

— Se eu gostei, eu amei! — respondeu e se aproximou pra admirar a beleza da minha BMW X1, que custou o olho da cara, mas como disse, não ligo pra nenhuma quantia em dinheiro desse mundo.

— Entra aí! Vamo atrás do Felipe, você lembra mais ou menos onde ele mora?

— Nossa, eu vim aqui uma vez só, não me lembro de quase nada

— Ótimo, vamos nos perder na cidade juntos então! Grande dia!

— Hmmm...me parece arriscado...gostei!

É desse tipo de gente que o mundo precisa. A gente nem tava preocupado nem nada, se não desse certo era só estragar a surpresa e perguntar onde ele estava. Mas aí ia ser beeeeem chato.

Depois de quase 2 horas passando por casas e mais casa que aparentavam ser a do Felipe, achamos uma que parecia muito com a que eu tinha visto na fazenda atraves das fotos. Confesso que fiquei nervoso, mas empolgado ao mesmo tempo, estava até imaginando a reação quando ele abrisse o portão. Sai do carro e caminhei pra apertar a campainha. Esperei alguns minutos e na verdade, minhas expectativas foram por água abaixo. Um moço, não muito velho, de jaleco e um pouco mais alto que eu me atendeu. Olhou meio estranho e perguntou:

— Boa tarde, posso ajudar?

— É...eu...acho...eu acho que me enganei — travei de vergonha porque eu não aguentava mais bater em portas erradas de endereços errados.

— Quer falar com alguém? — perguntou novamente

— Não...ele não mora aqui...acho que vim no endereço errado

— Quem você está procurando, talvez eu conheça

— Eu tô procurando o Felipe Figueiredo

Ele sorriu pra mim e eu sorri de nervoso de volta

— Opa! Eu conheço muito bem esse daí! — quando ele disse aquelas palavras eu juro que quase dei um grito mas me segurei e só olhei pra Letícia que estava dentro do carro toda feliz.

— Sério?

— Sério. Eu que fiz aquele pestinha, fabricação própria

O humor dele era meio familiar pra mim. Meu espanto do ainda maior ao saber que eu estava falando com o pai dele, agora sim eu dei um grito:

— O que?! — ele levou um susto — Desculpa! Desculpa, eu sou doido mesmo.

Ele riu de novo.

— Mas então... é...qual seu nome?

— Eu...eu...sou...meu nome é Eduardo

— Prazer, Fábio — estendeu a mão e eu a apertei — Então, o que você quer tratar com Felipe?

— Ah...eu sou na... — Letícia tossiu feito uma louca e eu espirrei pra disfarçar minha quase vacilada — Ui! Desculpa, eu sou amigo do Felipe, de Minas...— o jovem pai estava tão desconfiado mas acabou engolindo minha história.

— Ah que legal! Vocês se conheceram na em Minas é?

— Sim! A gente se conheceu bastante por lá — falei ironicamente mas ele nem percebeu nada

— Poxa, que legal, e como você veio parar aqui em São Paulo?

— Ah...eu moro aqui agora, eu fui mandado pra cá pela dona Elizabete

— Minha mãe?

Eu estava tentando ser super tranquilo e sem causar problemas mas desse jeito estava difícil!

— É, eu trabalho pra ela, mas agora eu tô aqui

— Hmmm entendo... Minha mãe mandou você pra cá? Por que?

— Não sei...ela só disse que não queria deixar a casa abandonada e me enviou pra cá — eu já estava ficando agoniado de tanta desconfiança e comecei a suar muito.

— Hmmm sei... então amigo, o Felipe não tá em casa — respondeu o que eu queria saber

— Não?

— Não.

— Sabe onde ele tá?

— Então, eu acho que ele vai numa festa hoje a noite, se não me engano é na casa do amigo dele, o Carlos

Aí que ódiozinho mas tudo bem.

— Aaah entendi

— Deve ser lá pras oito horas da noite, só aparecer que cê entra, quem sabe você não encontra ele lá

— Eu posso ir? De boa?

— Pode! Só vai e fala que tá como convidado e tá tudo certo.

— Olha, muito obrigado seu Fábio!

— Nada! Cê quer o endereço?

— Se não for muito incômodo

Ele entrou e depois me deu um papelzinho com o endereço da festa que ia acontecer em poucas horas. Eu voltei com os olhos arregalados pra dentro do carro de tão feliz que eu estava e meti o pé no volante pra me arrumar e finalmente me encontrar com o amor da minha vida.

*********

[19h14, Felipe]

Depois do sofrimento que eu passei com a Natália o dia todo pra comprar as coisas da festa eu só soube deitar no sofá e me esticar feito uma preguiça. Carlos chegou do futebol interrompendo meu momento de descanso.

— Hey, hey! — disse — Por que cê tá deitado? Vamo, a gente tem que colocar os drinques no freezer, arrumar a mesa e tudo mais, bora!

— Você não sabe o que eu sofri hoje com a Natália, deixa eu ficar deitado por um momento...

— Deixo, mas depois que eu tomar banho você vai levantar e me ajudar

— Mais que fechado, meu amigo

Gostaria de dizer que eu tive bastante tempo pra relaxar mas Carlos não demorava no banho igual o Eduardo. Nem se passou 5 minutos desde que foi pro banheiro.

— Bora!

— Aff!

— Cê tá cansado mesmo né? — perguntou coçando a cabeça meio desajeitado

— Não, tô bem, só um pouco estressado

— Se quiser dormir, vai logo

— Relaxa, eu aguento

— Tem certeza?

— Absoruta!

— Beleza então, coloca as bebidas no freezer e eu vou preparando a mesa e os petiscos

— Fechou!

As festas que rolava nessa casa acabavam sempre muito tarde e por isso tinha várias bebidas e não vou mentir, o pessoal bebia todas, de encher a cara mesmo. Parece loucura, mas garanto que em uma hora de festa ninguém mais sabe quem é quem.

Me lembro de certa vez que Carlos bebeu tanto, mas tanto, que começou a me bater, de espancar mesmo e eu fiquei muito puto com ele por mais de um mês, mesmo ele não lembrando de nada que tinha feito. Claro que no final das contas a gente se entendeu porém eu estava sempre de olho quando ele inventava de ficar doidão.

Natália simplesmente dava a louca nessas ocasiões. Dá em cima de todo mundo, inclusive, são nessas festas que ela arruma todo tipo de namorado e nas mesmas ela encontra vários dos seus ex (risos). Mas ela acredita que o namoro atual dela é permanente e totalmente sólido. Quem sou eu pra discordar, afinal eu nunca tive um relacionamento antes a não ser o que eu tenho agora. Acredito que é sólido, apesar de ter descoberto que meu namorado é um pouco ciumento e isso pode me ferrar um pouco, ainda sim digo que estamos bem.

Fui pro quarto do Cadu e deitei na cama pra finalmente dormir. Ele não ia me acordar e ninguém ia entrar ali porque Carlos deixava bem claro que os cômodos que ninguém pode entrar é o quarto dele e dos pais. Fiquei sossegado ali e só iria sair quando acordasse, talvez no meio da festa, talvez antes, sei lá, só queria dormir...

[20h36, Eduardo]

— Letícia, você tem certeza que vai querer ir comigo? — perguntei preocupado — Isso não vai fazer mal pra você?

— Você que só você tem o direito de rever o Felipe? Saí fora! Eu vou sim, tá decidido!

— Não dizendo que não pode ir, só estou levemente preocupado

— Relaxa meu amor, tá tudo certo! Vamos?

Me olhei no espelho mais uma vez pra garantir que estava bem vestido, boa pinta, garanhão!

— Pelo amor Eduardo! Você sabe que já é muito gato, tá olhando o que?

— Você acha?

— Aí da licença! Você é muito lindo, agora podemos ir?

— PERFUME! — ela levou um baita susto quando gritei — Preciso passar perfume!

— Como se já não fosse cheiroso... — disse cruzando os braços

— Pronto, perfumado, agora vamos.

Liguei o carro e vesti minha cara de alegria porque eu queria que fosse o dia mais feliz da minha vida. Estava inseguro por ir num lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas, mas gostava da sensação de fazer algo novo, diferente. Conhecer pessoas e lugares novos era comigo mesmo, adorava interagir com as pessoas. Quando fui pra fazenda isso mudou, até pela falta de contato com as urbanidade, com a família, com amigos. Nesse momento de transição foi que a minha sensibilidade aos sentimentos e relações com as pessoas acabou sendo afetada, acho... Mas juntos, Felipe e eu conseguimos trazer de volta esse aspecto do meu caráter, e isso é com certeza a coisa mais especial que gosto de lembrar quando penso nele.

Confesso que no caminho eu acabei me perdendo um pouco, claro, eu não conhecia nada da cidade, nem se me dessem um ponto de referência muito conhecido pelas pessoas da região eu acharia. Mas nada que um Google não resolvesse, e a partir daí foi só tranquilidade. O bairro em questão lembrava muito o meu, todo bonito, com casas que me aparentavam caras e se tratando de uma baita festa, com poucas vagas pra estacionar. Grande dia!

Tinha uma boa quantidade de pessoas indo pra casa em que ocorria a "balada". Comparando elas comigo, percebi que acertei no look. Ótimo, vergonha eu não vou passar por causa de roupa. As festas em São Paulo não me pareciam muito diferentes dos eventos que eu ia na minha cidade natal, bem parecidos. Parei o carro quase no fim da rua mas pelo menos não tive que colocar em outro lugar.

Eu e Letícia respiramos fundo, saímos juntos do carro e fomos em direção às entrada. Nem acreditava que estava ali naquele momento. Não tinha caído a ficha de que eu tinha conseguido vir pra São Paulo, encontrado a casa do Felipe e agora estava ali, a uns metros apenas da sua presença que demore me tirou o fôlego. Eu só queria que fosse bom, só isso, nada de birras, ressentimentos, só gostaria que fosse bom.

Confesso que não estava esperando nenhum segurança naquele lugar, mas tinha. Não era bem um segurança, era só num nerd que tinha uma planilha na mão anotando a presença das pessoas. Sério? Quem é que faz isso pra uma festa comum em casa? Affff já odeio São Paulo!

Letícia foi na minha frente porque ela sabia lidar com essas coisas mais, digamos...que me deixavam puto da vida! Essa é a colocação correta do que são esses momentos pra mim.

— Boa noite, moça de rosa e galã... riquinho? — disse o nerd tentando ser simpático

— Tá mais pra...deixa eu ver...ricasso! — respondi com certo deboche

— Ah, claro — deu risada — Qual seu nome, linda donzela?

— Letícia Souza — respondeu

— Ok, Letícia Souza... Letícia Souza...hmmmm — falou baixo e procurandino nome dela na lista e eu já estava ficando nervoso — Seu nome não está na lista não amiga

— Vê se tem Eduardo aí

— Você é Eduardo Carvalho?

— Sou! Isso mesmo

Ele soltou uma risada alta, muito debochada da minha cara

— Boa tentativa amigão, ele já está na festa, podem sair porque tem mais gente pra eu checar

— Por favor, cara, deixa a gente entrar!

— Desculpa, regras são regras: sem nome, sem chance

Eu já estava pronto pra dar um soco na cara dele mas aí lembrei do que o pai do Felipe tinha falado: "diga que está com Felipe e tá tudo certo". E lá fui eu tentar novamente:

— Hey!

— Qual é mano? Cê quer atrapalhar é isso?

— A gente tá aqui como convidado de última hora, foi o Felipe, foi Felipe Figueiredo que chamou a gente.

Ele entendeu na hora quem era e já mudou de semblante

— O Lipão chamou vocês?

— Lipe — corrigi e ele não gostou

— Que?

— Isso! Foi ele mesmo!

— Beleza então, desculpa o meu incômodo, divirtam-se e não esqueçam: bebida é pra botsr pra descer!

Eu e Letícia demos risada pra disfarçar que aquilo foi tudo muito legal e caímos fora daquela merda. Juro, se demorasse mais um pouco eu metia a mão na cara daquele imbecil disfarçado de segurança. Mas esse foi o menor dos meus problemas: a casa estava cheia de gente e era um tanto quanto grande pra se perder.

A gente não se separou nenhum segundo e fomos meio que deixando as coisas acontecerem, afinal, uma hora a gente ia acabar encontrando o Felipe. Fomos pra área que tinha a piscina, mais aberta e com uns banquinhos com uma cara de "sente-se e espere a hora certa". Foi isso que fizemos. Eu bebi alguns drinques mas nada que me alterasse demais pra eu não ficar perturbado.

A música estava mais alta que a minha ansiedade e aquelas pessoas já não estavam mais conscientes do que estavam fazendo. Dança pra lá, uns idiotas jogando ping pong pra cá e eu lá sentado, agoniado, desesperado pra ver meu namorado e nada dele aparecer, nenhum momento da festa. Letícia estava cansada, dava pra ver, mas sabia que só queria me ajudar a passar por aquele momento e por isso fez de tudo pra não aparentar o cansaço.

— Você está morta de cansaço né? — perguntei

— Pra ser sincera, eu toequendoassar!— respondeu

— O que?! — não ouvi nada do que ela disse

— Eu quedassar! — ainda não ouvia nada

— Não tô entendendo nada do que você tá falando!

— EU QUERO DANÇAR, REBOLAR O RABAO!

Eu dei muita risada

— Então vai!

— Não quero ir sozinha, vamo comigo!

— Eu não sei dançar

— Vem logo, vamo curtir enquanto seu Mozão não aparece!

Deixei ela me puxar pra dentro da casa e começamos a dançar muito. Todo mundo em volta estava desprendido, ninguém julgava a forma que a gente dançava e a gente não reparava em como os outros faziam o mesmo. Estava todo mundo mergulhado no ritmo da música eletrônica.

Era tão boa a sensação que o tempo passava e a gente nem percebia. Passaram umas quinze músicas e a gente não perdia a energia, todo mundo já virado com a quantidade de bebida mas feliz com a intensidade daquele momento único e contagiante.

O mais legal era que por um momento eu lembrei do que tinha acontecido na fazenda anteriormente, quando a dona Elizabete e os consultores estavam dançando sem se preocupar com a seriedade do evento que estava acontecendo, me senti exatamente como eles naquele dia. Minha tarefa era algo sério mas fui dominado pela vontade natural de se entregar às maravilhas que a vida nos dá mas que não aproveitamos por estarmos muito focados em nossos problemas...

No meio da dança eu olhei pra escada e vi nitidamente uma pessoa que já tinha visto antes, não pessoalmente mas reconhecia por fotos. Era o Carlos! Eu parei de dançar na hora e meu coração acelerou. Temi em ir na direção dele e perguntar sobre o Felipe. Ele estava conversando com uma garota por um tempo, não consegui ir enquanto conversavam, fiquei parado esperando ela sair.

Quando finalmente ficou sozinho, ele começou a subir a escada e eu instintivamente fui passando por aquele mar de gente, me esgueirando com rapidez pra não perder ele de vista. Subi as escadas atrás dele porém não o vi no andar de cima.

No segundo andar tinham algumas portas e eu estava tão ansioso que fui andando devagar até chegar na porta do quarto que me parecia ser dele, porque era diferente das outras que eram exatamente iguais. Quando eu ia abrindo eu ouvi um ranger de dobradiças atrás de mim e eu quase me borrei de medo.

— Hey!

Soltei a maçaneta e fechei rapidamente.

— O que você tá fazendo aqui em cima? — ele disse bravo — Afinal, quem é você? Não te conheço, ta fazendo o quê na minha festa?

— Olha, eu posso explicar, juro

— Tranquilo irmão, só quero que você saia da minha casa, só isso! — ele gesticulou pra que eu fosse descendo as escadas.

— Calma cara eu tô aqui na paz! — eu disse com um sorriso de lado e levantei as mãos pra demonstrar que não estava ali pra fazer nenhum tipo de besteira

— Foda-se! Sai da minha casa! — ele se aproximou e eu tentei não fazer nada de estúpido — Vamo, cai fora! — ele segurou meu braço e eu reagi puxando de volta

— Porra! Não encosta em mim!

— Velho, se eu te bater vai ser pior, desce logo

— Eu não vou descer!

— Eu vou falar mais uma vez, ou você sai da minha casa ou vai ser pior pra você.

Cerrei os olhos e já tinha decidido que não ia querer agir como uma pessoa normal, as coisas estavam pedindo pra eu não ser esse tipo de pessoa. Ele novamente me puxou pelo braço e juro que não consegui me segurar dessa vez.

— Já falei pra tu não encostar em mim caralho! — dei um soco na cara dele que foi caindo no chão. Ele se levantou rapidamente, me empurrou e eu bati minhas costas na porta atrás de mim e em seguida ele me deu um soco na cara e outro na barriga. Levei uma série de joelhadas na barriga e cai no chão.

— Saí da porra da minha casa caralho! Vai, some daqui!

A porta atrás de mim se abriu e a voz que eu queria tanto ouvir falou finalmente, mas não disse a frase que eu tinha imaginado que fosse dizer.

— Wow! Hey, o que ta acontecendo? Que barulho é esse — disse Felipe antes de ver que era que estava caído no chão.

— Ai...— eu gemia de dor

— Esse filho da puta invadiu minha casa, tava entrando no meu quarto até! — Carlos respondeu. Felipe veio até a minha frente e finalmente olhou no meu rosto. Chocado, boquiaberto e ofegante.

— Eduardo?! — disse colocando a mão na boca com pesar na voz e super assustado, sem entender o que estava acontecendo. Nem poderia mesmo, afinal, estava sangrando pelo nariz e todo sujo de sangue na minha roupa. O olhar arregalado e assustado dele me quebrou mais que o soco que eu tinha levado naquela noite.

_________________________

A noite está só começando...

Kimi

Comentários

Comente!

  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.
09/10/2019 13:13:29
Simmmmm, Morava sim, Adorei a parte se Minas!! Cara eu fui fazer cadastro e coloquei o nome de Belo Horizonte sem querer, veja como sou lerdo, agr da preguiça trocar... to ansioso por mais da história <3 se quiser passe o email pra gente bater um papo!!!
09/10/2019 13:09:09
Owwnn Obrigado, Belo Horizonte...Eduardo morava aí hahahaah....Bjooosssss
09/10/2019 13:07:17
Estou hiper, ultra, mega apaixonado nesse conto. Li tudinho agora de manhã, full viciado! Obrigado pela historia, voce escreve muito bem, espero que crie novos contos futuramente <3
09/10/2019 13:06:01
Meu Deus
09/10/2019 12:49:39
Estou escrevendo agora mesmo hahahahahaha
09/10/2019 12:46:10
Kakak
09/10/2019 12:45:49
Será que hoje tem postagem? Estou no aguardo (
08/10/2019 09:41:18
Gente do céu! Impossível saber qual será a reação dos 3 Rarsrs ansioso pelo próximo já rsrsr
08/10/2019 07:16:09
revelações do próximo conto ...
08/10/2019 00:49:15
Eduardo nada tem de coitado e nada deve se espantar com a cara de Felipe. se tivesse logo falado ao Carlos quem era e o que estava buscando nada disso teria ocorrido. mas foi babaca demais, metido a machão. se deu mal. vamos ver a reação de todos depois do ocorrido. rsssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
07/10/2019 23:44:35
Nossaaaa, coitado do Edu, apanhou à toa! N achava q o Carlos fosse tão mais forte que o Edu, o coitado levou uma baita surra ahshas N faço nem ideia do que vai acontecer agora, esperando a reação do Felipe ahsharahs obrigado por postar mano, seu conto é sensacional!

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