Um Everest que passou na minha vida - III

Boa noite, tudo bem com vocês? Obrigado pelos comentários. Fico feliz que tem gente lendo e curtindo rsrsrsrsrsrs

espero que gostem desse capítulo, curtam e comentem, claro se puderem. Boa leitura e até loguinho!

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A água escorrendo por meu corpo levando consigo ralo abaixo a espuma, me amoleceu completamente. “Foda-se!”, penso comigo mesmo, eu preciso de uma boa noite de sono para curar esse cansaço, é só isso, cansaço. Não preciso ficar pensando nesse cara, ignorar é a palavra...

Giro o registro para parrar a água... Ignorar esse cretino é isso!

Na verdade coisa que eu só posso vim fazendo há meses, porque como eu não o tinha visto ainda? Sério! Se o cara sempre trabalhou na academia ao lado da loja, eu deveria tê-lo visto pelo menos uma vez, “Para de pensar nisso poxa!” censuro a mim mesmo. Relaxo meus ombros, e foco na minha caminha velha de colchão novo. O cheiro de novo ainda é recente no colchão. Estendo a toalha na porta sanfonado do banheiro, improvisando um varal.

Mas é só eu deitar na cama, recostar a cabeça no colchão para cinco toques fortes seguidos irromperem da porta. A coitada chega a chacoalhar, fico estático sem me mover, geralmente quando é o dono do lugar funciona. Às vezes ele bebe demais e fica assim de porta em porta torrando a paciência de todos.

Consigo dormir com uma facilidade de recém-nascido. E com a mesma pontualidade acordo, mas ao invés de fome como os recém-nascidos o que me desperta é uma ideia. Ela me deixa eufórico e contemplativo, pego meu celular e pesquiso no Google, como fazer para destruir um carro. Das várias opções absurdas uma menos difícil surge, e eu não durmo mais.

Saio de casa às três da manhã, quase noite densa ainda, meus olhos ardem, uma mistura de sono e entusiasmo. A pé caminho para o ponto de ônibus que logo, logo, enche de gente para todo lado. O primeiro começa a rodar as quatro, entro nesse e ainda pego mais dois. Uma espera de menos de uma hora de relógio.

Fico do lado de fora de uma pequena loja de ferragens no centro e quando me dou conta de que não vai adiantar nada esperar, sigo para outro ponto da cidade. E enfim encontro o que estou procurando.

- Todas essas sim, pode embalar, por favor – o velho bigodudo sorri banguela e tenta me convencer da qualidade de suas gudes. – Obrigado.

Sorrio para a minha ideia infantil. Nada como destruir o escapamento de um carro para fazer um dia ficar melhor! Saio direto para o centro mesmo, onde fica a loja e a academia. Devagar caminho até os estacionamentos ao lado. Por sorte do acaso, encontro o meu alvo exatamente no momento em que está colocando o carro na vaga, onde apenas outros dois automóveis descansam. Montanha como chamam, sai do carro e para isso balança o veículo inteiro.

Ele está vestindo um boné com a aba para frente, uma camiseta sem mangas um short meio justo e tênis. Sua barba ainda está por fazer, e é impressionante o quanto seu rosto tem traços bem alinhados e quadrados.

- Ah não! Agouro a essa hora do meu dia? – ele murmura passando direto por mim. Eu seguro seu antebraço e ele para na mesma hora.

- Eu preciso te pedir desculpas, pela noite no bar – respiro fundo, mas antes de falar ele torce meu pulso – ai caramba tá me machucando!

- Desculpas é? – ele me empurra – sei... Porra! Tá se cagando de medo de perder o emprego né? – ele faz um gesto de vago com a mão e sai sem olhar para trás.

Eu fico exatamente onde estou, porque não preciso do perdão dele. Não mesmo! Eu sou a parte ofendida aqui, ele é quem deveria me pedir desculpas e de joelhos.

O observo caminhar lividamente para longe, e eu me volto imediatamente para o carro dele, olho, olho, e chego à conclusão que sim foi o mesmo carro. Antes de continuar, penso bem se realmente foi ele quem jogou o cigarro, e um apertinho de leve na boca do meu estomago me paralisa, mas por alguns minutos... É fome... Convenço-me, e prossigo, entubo o escapamento até onde consigo.

Se der certo mais uma vez, como deu com o carro de seu José, quando eu ainda era crianças. Esse carro nunca mais será o mesmo. Assoviando uma música boba de comercial de tevê eu sigo para a porta da loja, esperando que Jamile abra as portas por dentro, os outros funcionários bocejam, e dormem em pé. Eu me mantenho lívido.

Jamile finalmente abre as portas, para nós funcionários e fazemos a fila para o ponto eletrônico. Evangeline passa por mim e acena com a mão e um sorriso, mas não está com Cristina. Vai ver o que ela tinha para me contar não era assim tão importante.

Assim que bato o ponto eletrônico, Jamile me cerca primeiro sorri e oferece um bom dia leve. Fala com mais quatro pessoas ao mesmo tempo até restar apenas eu a sua frente, e isso faz meu rosto arder um pouco.

- Então, falou com Gustavo? – ela pergunta e eu assinto logo em seguida – que bom, e ele te desculpou?

- É, é, parece que sim, você sabe não é? Essas coisas... – sorrio para ela – meio que não vamos nos tornar amigos depois disso, mas com certeza não somos inimigos.

Poderia muito bem uma aureola enfeitar minha cabeça, pois eu fiz o máximo esforço para parecer um anjinho. Tão logo ela me deu as costas eu segui para a minha seção. A manhã calma passou voando, e com o horário livre para almoçar, finalmente Cristina conseguiu me fisgar e puxar para um lado da loja. As câmeras, claro estão em todos os espaços, os donos precisam ficar de olho mesmo de longe. Pelo rosto dela, eu nem por um segundo poderia imaginar, parecia eletrizada por uma espécie de alegria contagiante, como se tivesse acertado na Mega cinco vezes seguidas.

- Olha essa foto, observa bem esse rosto hein? – ela me passa seu celular duas vezes o tamanho do meu coitado.

- Ai Cristina. Não tenho tempo para isso, o almoço, esqueceu?... – fico analisando as marcas no homem, de rosto completamente deformado, como uma massa de carne disforme. Sem entender onde ela pretende chegar com isso. – Hum estou vendo, é quem o homem rocha do quarteto fantástico?

Sorrio para minha memoria prodigiosa, eu nem era muito de assistir filmes de heróis, mas na infância, esse era um dos meus prediletos. E realmente o cara na foto lembrava o homem de pedra do filme.

- Segura o queixo tá? – ela passa o dedo na tela. – É o Montanha, por isso eu não reconheci logo de cara. Ele operou o rosto com a bolada que ganhou ano passado...

Franzo o cenho e olho do celular para ela e dela para o celular sem acreditar naquilo que está na minha mão. O fisgar no meu estomago de mais cedo, quando eu entupi o escapamento do carro, volta a me afligir. E dessa vez com uma força de tirar meus pés do lugar.

- Eu não tenho nenhum interesse nisso – devolvo o celular a ela, e fecho o cenho. – Esse monstro, operou o rosto, mas o coração ainda é de pedra, pedra não, gelo. Eu fui me desculpar hoje, você nem acredita no que ele fez... Não bastasse ter torcido meu braço. Tosco, louco, isso sim, maluco.

Viro para o lado sem querer permitir que a culpa ocupe alguma possibilidade de me dominar. “Ele mereceu a perda do carro” justifico a mim mesmo. “Me deu um mata leão, sem motivo algum” depois “me ferrou com a chefe”, e agora me bateu mais uma vez sem qualquer motivo. É claro que ele merece isso! Se duvidar ainda é um homofóbico preconceituoso, penso tudo isso num átimo de segundo.

- Amigo, pega leve ele não tá no normal dele – ela coça a garganta e em segundos planta a culpa na minha mente – ele estava em uma clinica aí, fazendo tratamento psicológico e tudo. Isso mudou a personalidade dele, eu estou te contando porque eu conheci o Gustavo antes... E pensei até que ele tivesse ido embora... Vivia falando em morar nos Estados Unidos... Enfim ele era uma pessoa muito bacana naquela época, feio que doía na alma no rosto por causa do ringue...

- Também com uma profissão dessas – a culpa dentro de mim já começa a criar raízes. E eu solto essa como um último apelo da consciência. Do meu anjinho interno do bem, lutando com o diabinho do mal.

- Na verdade ele nem é lutador profissional, era só professor, mas ia perder a academia e precisou entrar no ringue – ela sorri boba – eu nem estava sabendo disso, essa loja consome nossas vidas, sério nunca vi uma coisa dessas...

- Termina de contar Cristina – eu mesmo me surpreendo pedindo para saber mais. E enfim estou puta culpado pelo que fiz há pouco.

Cris sorri de olhos virados para mim, e ela consegue resumir em quarenta minutos todo o restante que sabe sobre o Montanha. E conforme ela vai contando como a empresa dele quase caiu em recuperação fiscal, e como isso o atormentou a ponto de não pensar em mais nada além de salvar a empresa. Eu fui percebendo o quanto teria sido impossível encontra-lo antes. Não que eu quisesse... Mas todos de repente pareciam conhecê-lo muito bem, e bom eu já estava ali a o quê? Cinco meses? Deveria saber sobre esse sujeito que um dia fora um gentlemen e agora um ogro. Um verdadeiro casca grossa, como diria mamãe...

Ao terminar de contar tudo, Cris se afastou para almoçar. Eu fiz o mesmo, mas em realidade minhas mãos tremiam convulsivamente, engoli em seco algumas vezes. Bebi goles de água e comi um pouco da marmita. A minha cabeça disparou a doer, mas isso não apaga o que ele me causou, digo a mim mesmo. Lavo o rosto na pia do banheiro e volto para a minha seção.

Perda de tempo. Minha mente só consegue fixar o carro. Se alguma coisa acontecer... Enquanto atendo um cliente, eu quase choro de desespero, porque quero sair e saber se algo aconteceu... Se... Se... Ainda posso fazer alguma coisa.

- Ei esse número não é o meu e a calça também... Não era lavada não... – o rapaz começa a reclamar, é no exato momento em que observo Jamile passar a toda para fora da loja.

- O que foi que eu fiz?! – minha respiração chega há falhar um pouco – desculpe o senhor me aguarda um momento. Só um minuto desculpe mesmo...

Passo correndo para a porta da loja que já está cheia de funcionários da casa e de outras empresas adjuntas. Em polvorosa como sempre está, a rua não permite mais transeuntes de tanta gente. Em desespero e com o coração na mão, saio pelo meio das pessoas tentando abrir espaço entre elas. Até mesmo os clientes começam a sair para entender o que está acontecendo. No meio de algumas pessoas, percebo uma cortina roxa de fumaça se adensar acima de nossas cabeças me norteio por esse vestígio para chegar até a balburdia instaurada.

Olho paralisado para o caos que minha estupidez pode ter causado e estaco no lugar onde estou. Sirenes de bombeiro alarmam ao longe e carros de policia parecem estar por perto também. Venço as pessoas sem tanta pressa e quando percebo o estrago dos automóveis, me arrependo amargamente da idiotice que fiz.

- Abram caminho para a ambulância, abram espaço, abram espaço! – um dos policiais presentes começa a exclamar.

A alguns metros de mim Jamile, e um homem que eu não conheço permanecem parados diante de um corpo. Ela agachada perto da cabeça dele, e o rapaz do outro lado. Engulo em seco com medo de me aproximar, os olhos atentos de Jamile captam minha presença ali e eu não posso disfarçar meus olhos melados. Não há mais ninguém da loja por perto, além de mim, ela faz um gesto para eu me aproximar e temeroso eu reluto. Eu sei de quem é o corpo. Eu reconheço as roupas, e meu peito dói, meus olhos começam a encher de água mais uma vez e como dói.

- Me desculpe Gustavo – é só o que eu consigo dizer, e é com todo meu coração.

Jamile parece não entender nada e o rapaz musculoso ao lado dela também não. Mas eu continuo a repetir, a um passo de distancia. “Me desculpe”, “Me desculpe”, “Me desculpe” continuo repetindo baixinho.

Comentários

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08/10/2019 05:52:35
Continua logo seu conto está demais
08/10/2019 00:58:55
DIGO, SE GUSTAVO MORREU.
08/10/2019 00:58:32
SE GUSTAVO ORREU A CULPA É TODA SUA. SUA INSENSATEZ TEM TE LEVADO A FAZER E FALAR COISAS RUINS. UMA HORA TU VAI SE DAR MAL.
07/10/2019 21:58:17
Que conto maravilhoso...
07/10/2019 21:30:37
ele morreu mesmo???
07/10/2019 20:53:47
esse embuste deve ficar sozinho.
07/10/2019 20:53:03
quem morreu? desculpa por ser um porre??.
07/10/2019 19:54:11
Que loucura kkkkkkkkk... Agora sim o trem vai pegar fogo

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